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Há milhares de anos, e com a ajuda de várias ferramentas, os humanos fazem medições para documentar, analisar e compreender o meio em que vivem. Até pouco tempo atrás não conseguíamos fazer milhões (ou até mesmo bilhões) de medições para descrever o ambiente físico e os objetos que estão ao nosso redor. Com o uso de braços de medição e scanners a laser de longo alcance, podemos captar objetos expostos no museu em três dimensões e com uma precisão incrível, como um crânio. Depois de coletarmos os dados, disponibilizamos o conteúdo com o visualizador 3D no site 3d.si.edu. Os dados podem ser baixados gratuitamente para que professores e alunos criem uma réplica dos objetos expostos, como a máscara de Abraham Lincoln, em uma impressora 3D. Recentemente, vinculamos os dados em 3D do Smithsonian aos sistemas VR e AR, para que seja possível visualizar, interagir e apreciar, em qualquer lugar do planeta, os objetos do acervo ou os sites de pesquisa científica em um ambiente totalmente imersivo.

3D Scanning Hiram Power's model

Em 2015, a equipe de 3D do Smithsonian trabalhou junto com o American Art Museum para digitalizar em 3D a escultura Escravo Grego, de Hiram Power, de 1843. Com o uso de fotogrametria e o braço de medição a laser da Faro, Vincent Rossi e Jonathan Blundell digitalizaram a escultura e disponibilizaram os dados on-line usando o visualizador Smithsonian 3D. A equipe também criou uma réplica em 3D em tamanho natural que foi colocada em exposição na Renwick Gallery.  Agora, qualquer pessoa com uma conexão à Internet pode ver e baixar os dados da digitalização em 3D de Escravo Grego.

A 3-D printed glass-infused polymer replica of Hiram Power’s

Em 2011, a equipe de 3D do Smithsonian usou o braço de medição a laser e os scanners Focus da Faro para documentar um sítio de fósseis de baleia no Deserto do Atacama, no Chile. Durante a construção da estrada Panamericana, as equipes descobriram dezenas de esqueletos fósseis de baleias que datam de 5 milhões de anos. A construção da estrada foi interrompida para retirar as amostras com segurança, mas o prazo era muito apertado. A equipe do Smithsonian captou o ambiente e preservou as espécies da melhor forma possível em apenas cinco dias. Com a tecnologia de digitalização em 3D, foram capturados fósseis, informações contextuais e o ambiente. Os fósseis foram extraídos do solo e armazenados em segurança no Museu de História Natural do Chile; o local não existe mais, a não ser nos dados digitalizados em 3D que a equipe do Smithsonian coletou. As informações contextuais foram de grande valor para os pesquisadores do Smithsonian’s National Museum of Natural History.

3D Scanning of Fossils

O Smithsonian deu apenas uma amostra do que se pode fazer com a captura e disponibilização de imagens em 3D, é incrível imaginar o que o futuro reserva. Avanços nessa tecnologia podem automatizar processos para digitalizar acervos inteiros, e não apenas objetos únicos, disponibilizando essas coleções para o mundo todo.

Peça feita por: Vincent Rossi, Coordenador de programas em 3D, Digitization Program Office, Instituto Smithsonian

O Digitization Program Office é um recurso central do escritório do diretor de informações que trabalha com todos os 19 museus e 9 centros de pesquisa do Instituto Smithsonian. Com muito trabalho e várias parcerias importantes no setor de tecnologia, a equipe do programa de digitalização em 3D, que conta com apenas cinco pessoas, fez do Smithsonian uma referência em tecnologia para museus. Com um acervo de mais de 154 milhões de objetos, menos de 1% em exibição, o Smithsonian tem uma oportunidade incrível de usar a tecnologia de digitalização em 3D para disponibilizar ainda mais de sua coleção a pessoas do mundo todo.

Essa tecnologia em 3D promove o objetivo do Smithsonian de oferecer acesso amplo e universal aos nossos recursos únicos. Os acervos digitais fazem do Smithsonian uma plataforma de recursos acessível globalmente, na qual pesquisadores fazem descobertas e educadores despertam o aprendizado onde quer que estejam.

 

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